sexta-feira, 26 de agosto de 2011

CONTROLE DO APETITE E SUAS INFLUÊNCIAS



O controle de apetite ou da ingestão alimentar, é regulado por uma região do cérebro, chamada hipotalámo. Esse controle pode receber influência de diversos fatores, como: hormônios, álcool, sono...

Hormônios
A leptina, também conhecida como “hormônio da saciedade” está relacionada com o controle da ingestão alimentar. Altos níveis de leptina induzem a uma inibição do apetite.
A grelina “hormônio da fome” também está envolvida na regulação da ingestão alimentar, porém de maneira antagônica. Esse hormônio é produzido e secretado pelo estômago, e tem a função de estimular o apetite.

Álcool
Cada grama de álcool fornece 7 kcal, perdendo apenas para as 9kcal da gordura, no entanto, o álcool não promove a saciedade. Sua ingestão estimula a produção de ácido gástrico e de grelina no estômago, gerando sensação de fome. Ele também inibe a leptina. O consumo excessivo pode causar descontrole metabólico, hormonal, aumento de apetite e do peso.

Sono
O sono tem sido apontado como um dos vilões para o aumento de peso. A sociedade moderna diminuiu bastante seu tempo de sono, e diversos estudos demonstram que uma duração de sono menor que seis horas, pode estar associada ao aumento do IMC (índice de massa corpórea), pois essa redução do sono pode dentre outros, causar fadiga e sonolência contribuindo para diminuição da atividade física e do gasto energético diário. A diminuição no tempo de descanso interfere ainda nos padrões endócrinos, alterando a regulação dos hormônios sinalizadores de fome/saciedade (grelina/leptina), que são secretados em horários específicos. A falta de uma adequada noite de sono desregula as funções endócrinas, aumentando por exemplo, a grelina durante a manhã, o que leva a uma alteração no tipo de escolha alimentar.

Será que está dormindo o suficiente?

Colaboração da acadêmica do Centro Universitário São Camilo:
Nicolle Simões

Sob supervisão da nutricionista:
Daniele Caparros

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

AÇAÍ: ENGORDA?



O açaí é uma fruta originária da região amazônica do Brasil e sua popularidade é alta principalmente entre adeptos de uma alimentação saudável e amantes de esportes.

No mercado, podemos encontrá-lo na forma de polpa congelada e também naquela forma mais conhecida e consumida, o famoso “açaí na tigela”. O açaí “in natura”, ou seja, na forma de fruta mesmo, não é encontrado no mercado para venda na nossa região. No Norte sua forma de consumo é bem diferente, sendo o suco do açaí misturado à tapioca ou farinha de mandioca (formando um mingau), que inclusive muitas vezes é consumido com peixe ou camarão.

Mas afinal, será que o açaí realmente engorda?

A fruta, pensando em valor energético, é como uma outra fruta qualquer, porém, por aqui ninguém consome a fruta “in natura” e quando falamos em açaí logo se associa ao “açaí na tigela”.

Normalmente é ele que recebe a adição de vários outros ingredientes, como xarope de guaraná, mel, granola, frutas, leite condensado.... Por isso, nesse caso é necessário ficar atento à quantidade consumida, e aos tipos de alimentos adicionados, pois são essas adições que acabam aumentando de forma não muito positiva suas calorias.

Não há uma quantidade, nem frequência correta para o consumo, o importante é associar o consumo ao bom senso, de acordo com o seu estilo de vida e alimentação (assim, fica claro que um praticante de atividade física ou esportista pode consumir com mais frequência do que um sedentário e que pode ainda adicionar granola e outros ingredientes sem maiores preocupações).

Rico em fibras, possui ainda vitaminas A, B1, B2, C, além de cálcio, ferro, fósforo, potássio... É rico em antocianina, um tipo de flavonóide responsável pela pigmentação da frutinha roxa (o mesmo presente no vinho, em razão da uva) e que tem importante ação no retardo do envelhecimento e saúde cardiovascular.



Agora que você já conhece mais sobre o açaí, espere os dias frios darem lugar aos dias quentes e aí sim aproveite e delicie-se com essa incrível fruta... mas, não se esqueça: tudo com moderação!!!

Colaboração da acadêmica do Centro Universitário São Camilo:
Nicolle Simões

Sob supervisão da nutricionista:
Daniele Caparros